Há décadas a discussão permanece. Quais as vantagens do poste de eucalipto tratado quando comparado ao poste de concreto equivalente?

São várias e, diga-se de passagem, repetidas por muitas vezes ao longo do tempo. Alguns argumentos são modernizados , como o da sustentabilidade, afinal, o consumo energético para a produção de um poste de madeira é infinitamente menor. Além disso, trata-se de material obtido de recurso natural renovável de ciclo curto e sequestrador de dióxido de carbono.

Do ponto de vista da economia sobram argumentos. Além de ser material de menor custo de aquisição, o poste de eucalipto tratado apresenta resistência em todas as direções, permite maiores espaçamentos na construção de redes rurais, o que significa menor número de postes por quilômetro de rede. Economia nos custos de frete é também uma simples realidade.  Carrega-se no mínimo o dobro de postes da madeira em relação a uma carga de postes de concreto equivalentes. Isto para não mencionar que postes de madeira dispensam qualquer tipo de equipamentos para operações de carga e descarga, assim como para movimentações e operações de instalação.

Quando produzidos dentro dos critérios das normas técnicas e submetidos aos procedimentos de controle de qualidade adequados, o poste de eucalipto tratado dá o retorno do custo anual mais competitivo, considerando a sua alta durabilidade.

Nos Estados Unidos, algumas publicações dão conta de que existem mais de 230 milhões de postes de madeira tratada em serviço, seja em redes urbanas de grandes centros ou em redes rurais. É o poste preferido por onze entre dez empresas energéticas, inclusive em linhas de transmissão. Deve haver fortes motivos para isto. No Brasil, preconceitos da nossa engenharia fazem com que prevaleçam materiais não competitivos em seus vários aspectos, além de contrários aos modernos conceitos da sustentabilidade.

Fonte: Boletim Informativo ABPM